... (nice title hã?)

Hoje consegui dormir 4 horas seguidas! Tomei "aquela-porra-que-me-faz-e-que-não-devia-tomar" mas dormi! Estás contente agora??
Tudo o que me dizes é para descansar, já nem falas comigo... Conversas banais ou "Vens buscar-me?", mais nada! Contentas-te em me dares a mão enquanto morro lentamente a teu lado, sem reparares. Começo a duvidar ter tomado a decisão certa... Se o tivesse escolhido tudo seria tão mais fácil! Ele ainda aqui estaria e tu... Bem, tu estarias de certeza melhor.
Vemo-nos todos os dias mas há já tanto tempo que não estamos realmente juntas! Todas as vezes que preciso de ti e vou ter contigo não suporto estar a teu lado, soa tudo tão falso! E, se não te consigo fazer realmente sorrir, para quê estar contigo?


Mas tenho saudades tuas... Porque quando não estou contigo, continuas a ser a minha mana, aquela que eu não consigo deixar, que me prende com uma mão enquanto me afasta com a outra... Aquela que eu amo!

Já te imagino a ralhar comigo e a lançar impropérios para o ar quando leres isto. Sim, eu sei que fiz mal. Não te quero magoar mas tu preocupas-te demais comigo, maninho! Já sou grandinha, sei tomar conta de mim... Devias fazer mais como ele... Amo-o tanto que por vezes sinto que tudo o que há em mim é Amor por ele! Há momentos em que sinto que o mundo deixaria de girar se eu não o abraçasse... E ele não faz ideia...

"Estou bem!"

No silêncio de mais uma noite te procuro, e em mais uma noite tu não estás lá... Já perdi a noção de há quantas noites dura este cansaço, esta dificuldade em dormir sem te ver, este desconforto em ser sem ti.

Será que foi assim há tanto tempo? Aquelas noites em que sabia que lá estavas sem ter de procurar, aqueles momentos a contar estrelas em teus braços, os dias de felicidade apenas porque sim, aqueles sorrisos como se não houvesse mais mundo à nossa volta... Eras só tu, sempre tu, lá. A minha vida eras tu e mais nada nem ninguém e eu não me importava, eu queria, eu gostava! Mas agora estou desprotegida, frágil como nunca antes e começo a considerar a hipótese de se estar a tornar realidade a promessa que te fiz naquela noite na praia.

Preciso de ti cada vez mais. Quero as estrelas dos teus olhos outra vez, quero só mais um segundo, quero-te, preciso-te, amo-te (ainda).

Mas esta noite não estás e sei que não mais voltarás a estar... Tudo o que me deixaste foram memórias e cicatrizes nos meus braços. Até as estrelas já não brilham como brilhavam, até o Sol se esconde ao ver que a perfeição deixou de ser tão perfeita...

(Sempre cumpri as minhas promessas... E vou cumprir o que te prometi)
23:55 - deitei-me e virei-me para dormir.
Os olhos ardiam-me... O senso comum mandava-me lacrimejar e eu, sem pensar, obedeci.
Foi-me estupidamente fácil começar a chorar; pensei em ti. Bastou-me lembrar de um só momento em que me arrancaste um pedaço. Doeu...
Tentei logo parar a torrente de memórias, voltar à segurança da razão, mas foi-me impossível. A cada imagem misericordiamente desvanecida outra se sobrepunha sem pedir licença, tão nítida como se a vivesse pela primeira vez. Cada uma delas trespassava impiedosamente a minha declarada indiferença e as minhas defesas, arrancando-me lágrimas que choviam jocosas sobre a minha máscara já caída, não me permitindo parar para respirar fundo ou respirar fundo para parar. Neste desespero percorri involuntariamente todos os segundos em que mordi o lábio para engolir as tuas estocadas, os minutos que bastaram para me matar sem que te apercebesses, todos os momentos em que chorei sem lágrimas que pudesses ver...
Sucumbi então ao silêncio e às exigências do coração e meditei inconscientemente (se tal for possível) nos verdadeiros significados de ilusão e desistência... Chorei lágrimas de dor e de saudade, de amizade e de Amor, por ti e para ti, até que finalmente a insegurança da desprotecção e a ardência das memórias do coração, em comunhão com a exaustão, me avassalaram por completo e tomavam-me já por garantida quando subitamente as lágrimas estancaram - acabaram-se as memórias.
Lentamente limpei as lágrimas da minha força e num ápice se deu a recuperação! A fraqueza era agora força, a amargura deu lugar à alegria, a vulnerabilidade era segurança interior e as lágrimas tinham-se transformado num sorriso qual metamorfose de borboleta... Apenas porque olhei para o relógio e dirigi a um outro alguém um pensamento de bom dia - o mostrador dizia 6:45.

P.S: Obrigada por lá estares mesmo quando não estás mana @ És a minha força <3 Amo-te!

"Olha uma borboleta!"


"Olha uma borboleta!"
"Pois é... Que bonita!"
"Porque é que ela não voa?"
"Tem uma asa partida..."
"... Que posso fazer? As asas das borboletas não saram... Descansa, borboleta, não te vou deixar sozinha!"

Acordei com um sorriso (primeira vez em muito tempo), e, acreditando eu na simbologia dos sonhos como acredito, tive urgência em ver-te, por isso fui esperar-te.
Começo a odiar ir. Aquilo é um antro de tentação, um rodopio de cores e cheiros e possibilidades... O fumo do tabaco, luxúria... E eu resisti a tudo isso. Resisti porque estava à tua espera. É uma provação que aumenta cada vez que venho, tentando quebrar-me, quando eu não me importo de o ser. Vou ceder. Mas não hoje, não aqui, não enquanto te espero.
Vi-te, comecei bem o dia, ms o estúpido do sonho e do seu significado não me sairam da cabeça o dia todo!
Agora já é noite. Não vou escrever sobre as estrelas e a Lua ou sobre quanto te amo. Vou apenas prometer-te cuidar bem da borboleta e não a deixar sozinha.

Escolhi


Fizeste-me escolher.

Quiseste assim, encostaste-me à parede, deste-me a escolher, e eu escolhi e tu fodeste-te. E o que ganhaste com a tua estupidez? Magoaste-me, magoaste-te, e agora dou comigo a morder o lábio para não chorar ao ver-te...

Sim, fodeste-te. Perdeste o que mais amavas no mundo, a tua razão de viver, como dizias. No entanto ainda vives, e cada vez melhor ao que parece...

Eu ainda te amo, sabias? Foste parvo, foste estúpido, burro, um grandessíssimo cabrão, e todos os outros nomes de que me vou conseguindo lembrar, mas amo-te mesmo assim e não creio que alguma vez deixe de o fazer (Se fosse a ti riscava essa hipótese, não é verdade?) E dói quando passas por mim como se não me conhecesses, quando finges que não sou ninguém para ti e ambos sabemos o que t(iv)emos. Dói mais do que discutir contigo todos os dias (discutindo sabia que era alguém, é a incerteza que me mata), mais do que me teres obrigado a escolher, mais até do que ter escolhido... Mas dói ainda mais fingir que não me importo com isso!

Mas já não falo de ti, sabes? Já deixaste de ser o meu tópico principal (e preferido) de conversa, agora reprimo-te. Faço por ignorar o teu nome sussurrado na minha cabeça a cada segundo, tento calar esse grito incessante do coração em meu sangue, a fluir em mim, a querer sair por cada poro da minha pele. Tento abafar todas as comparações a ti (que no fundo são inúteis...), tento até pôr um sorriso quando as minhas tentativas são falhadas. Aí, encolho os ombros descontraidamente e finjo (também eu) que és ainda menos que ninguém, que és apenas mais um, igual a todos os outros. Mas sabes que mais? Não vale a pena fingir.